
O CINEMA FULGOR é um cinema com raízes móveis, itinerante pela constelação espacial do Baixo Alentejo. Cinema composto e semente, pretende participar na construção de uma ruralidade viva e autónoma, convocar e nutrir as diversas e dispersas comunidades, propondo o cinema enquanto experiência comunal e ecológica.
XARAASI XANNE (Les Voix Croisées)
Raphaël Grisey, Bouba Touré
(2022)
Recorrendo a raros arquivos cinematográficos, fotográficos e sonoros, Xaraasi Xanne narra a aventura exemplar da Somankidi Coura, uma cooperativa agrícola fundada em 1977, no Mali, por trabalhadores da África Ocidental que, na altura, viviam em hotéis para migrantes em França. A história deste improvável e utópico regresso à terra segue um caminho sinuoso que atravessa os desafios ecológicos e os conflitos no continente africano desde a década de 1970 até aos dias de hoje. Para contar esta história, Bouba Touré, um dos seus principais protagonistas, regressa ao coração dos seus arquivos pessoais. Estes documentam as lutas camponesas em França e no Mali, bem como acompanham as histórias pessoais de trabalhadores migrantes ao longo de muitas décadas. O filme é também uma história de transmissão, alianças e geografias cinematográficas. Ao longo do filme, outras vozes vêm acompanhar Bouba Touré e trazem à tona a narrativa de uma memória esquecida que conduz ao futuro. — Raphael Grisey
🐜 Sexta-feira, 12 de Maio
Cultivamos Cultura, São Luís
CINEMA FULGOR is a cinema with mobile roots, a wanderer through the spatial constellations of Baixo Alentejo. Cinema-compost and cinema-seed, intend to participate in the construction of a living and autonomous rurality, to convoke and nurture diverse and disparate communities, proposing cinema as a communal and ecological experience.
XARAASI XANNE (Les Voix Croisées)
Raphaël Grisey, Bouba Touré
(2022)
Using rare cinematic, photographic and sound archives, Crossing Voices recounts the exemplary adventure of Somankidi Coura, an agricultural cooperative created in Mali in 1977 by western African immigrant workers living in workers’ residences in France. The story of this improbable, utopic return to the homeland follows a winding path that travels through the ecological challenges and conflicts on the African continent from the 1970s to the present day. To tell this story, Bouba Touré, one of its principal actors, returns to the heart of his personal archives. They document peasant struggles in France and Mali as well as following the personal stories of migrant workers over many decades. Furthermore, the film is a story of transmission, kinship and cinematographic geographies. Throughout the film, voices come to accompany Bouba Touré and bring forth the narrative of a forgotten memory leading towards the future. — Raphael Grisey
🐜 Friday, May 12
Cultivamos Cultura, São Luís


