Ethology I

Ethology I

Screenshot 2020-06-04 at 16.17.42Ethology as behaviour capable of influencing, symbiosis, metamorphosis, presence, memory, space, place, identity, us, someone else. The Ethology project has as its essence a developing collaboration between an artist, a community of researchers in the biological sciences among others (Bio-Engineering, Artificial Intelligence and Anthropology), and the public. Due to its evolutionary nature, it is now under development in a laboratory setting. Therefore, the installation presented here is only one realisation amongst many (Ethology I). The (material/physical) body and the (surrounding/ethereal) space, as part of the same order, live in a perplexing symbiosis. Our presence (as a body) in a space (as a place) causes a two-way change. Not only do we (our body) cause it to change, but it (space) also causes a change in us as well. What I have noticed from different perspectives and at different levels is that the immune system (which is responsible for setting us apart from the world and others) and is the source of complex symbolisms and metaphors in society [from the war-like to the behavioural (Donna Haraway)] encapsulates the secret of balance which allows the apparent “chaos” of systems of living cells to be arranged in a complex creative system which self-regulates, remembers, learns, and regenerates. It is from this point of view – which results from the unfolding of hypotheses that come into my mind while I follow the research processes in molecular medicine (immunology, cellular activation, and genetic expression) – that this physical construction which now presents itself in emergencies arises.

PS: Interactive work– arrange/search for the colonies of fungi/bacteria by moving the fluorescent lights along the appropriate shelves.

 

Ethology I

Ethology como comportamento que influencia, simbiose, metamorfose, presença, memória, espaço, lugar, identidade, nós, outro. O projecto Ethology transporta na sua essência uma colaboração em desenvolvimento entre uma artista, uma comunidade de investigadores das ciências biológicas entre outros  (BioEngenharia, Inteligência Artificial e Antropologia), e o público. Pela sua característica evolutiva encontra-se em desenvolvimento laboratorial, sendo esta instalação aqui apresentada apenas uma versão (Ethology I) das suas possíveis materializações. O corpo (material/físico) assim como o espaço (envolvente/etéreo), pertencendo a uma mesma ordem, vivem numa simbiose desconcertante. A nossa presença (enquanto corpo) num espaço (enquanto sitio) provoca uma alteração bidireccional. Tanto nós (corpo) lhe provocamos uma alteração, assim como ele (espaço) provoca uma alteração em nós. O que tenho observado de diversas perspectivas e escalas – o sistema imunitário (responsável por nos distinguir do mundo e dos outros), fonte de complexas simbologias e metáforas na sociedade [desde as bélicas às comportamentais (Donna Haraway)] – encerra em si o segredo do equilíbrio que permite que o aparente “caos” de sistemas de células vivas seja ordenado num complexo sistema criativo que se auto regula, recorda, aprende e regenera. É deste ponto de vista – resultante do desenrolar de hipóteses que me vão surgindo no acompanhamento dos processos de investigação em medicina molecular (imunologia e activação celular e expressão genética) – que surge esta construção física que agora se apresenta em emergências.

PS: Peça interactiva– disponha/procure as colónias de fungos/bactérias movimentando as lâmpadas

 

Maria Manuela Lopes

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Maria Manuela Lopes is a plastic artist and researcher who works in Portugal and the United Kingdom. Her current work is interdisciplinary, researching the relationship between memory and self-identity using information from both the biological sciences and medical research, that is presented to the public through multimedia installations which occasionally include biological materials. Her work has been exhibited nationally and internationally and the artist has been teaching in Portugal since 1998. She studied sculpture at FBAUP – Oporto and holds an MA from Goldsmiths College in London. She is currently finishing her PhD working on a project at UCA – Farnham, UK (under the supervision of Kathleen Rogers, João Lobo Antunes, and Judith Williamson) in the area of New Media-Fine Arts, focusing on strategies of how to represent Alzheimers – Plastic Arts in neuro-scientific clinical laboratory research (at Santa Maria Hospital and the Institute of Molecular Medicine – Lisbon). Maria Manuela Lopes is also the Assistant Director of two Portuguese artistic residency programmes: 1) Ectopia – a Laboratory for Artistic experimentation in Lisbon, and 2) Cultivamos Cultura, an ecologically-driven residency programme in the protected Natural Park on the south-west coast of the Alentejo. She has presented her projects at conferences as well as having been published both nationally and internationally.

Maria Manuela Lopes é uma artista plástica e investigadora que trabalha essencialmente em Portugal e no Reino Unido. A sua prática corrente é transdisciplinar investigando relações de memória e autoidentidade informadas pelas ciências biológicas e pela investigação médica e apresenta-se a público em formato de instalações multimédia ocasionalmente incluindo materiais biológicos. O seu trabalho tem sido mostrado nacional e internacionalmente e a autora tem ensinado em Portugal desde 198. Estudou escultura na FBAUP – Porto e fez um MA no Goldsmiths College em Londres. Presentemente encontra-se a concluir um Doutoramento por projeto na UCA- Farnham, no Reino Unido (sob orientação de Kathleen Rogers, João Lobo Antunes e Judith Williamson) na área de New Media-Fine Arts e sob a questão das estratégias de representação da doença de Alzheimer – Artes Plásticas na investigação laboratorial clínica de neurociências (Hospital Santa Maria e Instituto de Medicina Molecular – Lisboa). Maria Manuela Lopes é também Diretora Adjunta de dois programas de residência artística portugueses: 1) Ectopia – Laboratório de experimentação Artística; Lisboa, e 2) Cultivamos Cultura, programa de residência ecologicamente orientado no protegido Parque Natural do Sudoeste Alentejano. Tem apresentado os seus projetos em conferências e também publicado tanto a nível nacional como Internacional.