Residency by WHAT WE WILL Collective | 5 — 18 April

WHAT WE WILL é um coletivo de artistas que utiliza o espaço público como lugar de aprendizagem através da interação e da produção. “What we will” foi um lema adotado por vários movimentos laborais do século XIX no âmbito da luta social pela redução do horário de trabalho. Uma das propostas consistia na divisão do dia em três partes iguais de oito horas: destinadas ao trabalho, ao descanso e ao “tempo livre” ou, precisamente, ao “tempo para fazer o que quisermos”. Adotámos este lema com o objetivo de reavaliar coletivamente o significado do trabalho nas atuais condições socioeconómicas.

Atualmente, o nosso foco centra-se na prática da feltragem. Os processos lentos estimulam a conversa, e trabalhar no espaço público permite encontros fortuitos. A aprendizagem em grupo, a partilha de competências e outras formas de troca informal estiveram na base da criação do coletivo. Como contributo para as Textile Initiatives, propomos celebrar a época da queda das cápsulas de carvalho e castanheiro, da poda das sebes de alfeneiro e da queda das folhas das tulipeiras, produzindo corantes naturais que serão utilizados como tinta para desenho coletivo e para tingir lã. Organizaremos sessões coletivas de lavagem e cardagem de lã, acompanhadas por leituras, e convidaremos o público a participar na conceção e feltragem de um tapete. Os tapetes produzidos anteriormente poderão servir como plataforma, assento ou palco para gerar atividades e narrativas, potencialmente em articulação com outros eventos das Textile Initiatives.

WHAT WE WILL is a collective of artists who use public space for learning through interaction and production. ‘What we will’ was a slogan used by various 19th century labour movements as part of the social struggle to reduce working hours. One specific proposal consisted of the partitioning of days into 3 equal parts of 8 hours: designated for work, for rest and for ‘free time’ or indeed “time to do what we will”. We adopted this motto as we aim to collectively re-evaluate the meaning of work in the current socio-economic conditions.

Our current focus is on the practice of felting. The slow processes stimulate conversation and working in public space allows for coincidental encounters. Group-learning, skill-sharing and other types of informal exchange were the foundations of our collective. As a contribution to Textile Initiatives, we propose to celebrate the season of the falling oak and chestnut husks, the season of the pruned privet hedge and the falling tulip tree leaves by making dye to be used as ink to draw collectively and dye wool. We will organise collective wool cleaning and carding sessions accompanied by readings and invite the public to participate in designing and felting a carpet. Previously made carpets can serve as a platform, seating or stage to generate activities and stories potentially in connection with other Textile Initiatives events.

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