
PT// O CINEMA FULGOR é um cinema com raízes móveis, itinerante pela constelação espacial do Baixo Alentejo. Cinema composto e semente, pretende participar na construção de uma ruralidade viva e autónoma, convocar e nutrir as diversas e dispersas comunidades, propondo o cinema enquanto experiência comunal e ecológica.
A Cultivamos Cultura recebe mais uma sessão do Cinema Fulgor, no dia 17 de Maio, às 20:30hrs, com o filme:
DÉJÀ S’ENVOLE LA FLEUR MAIGRE
Paul Meyer
Um estudo controverso sobre a comunidade de mineiros italianos na região de Borinage, na Bélgica, filmado num estilo neorrealista. Celebrado pelas suas qualidades visuais, temido pela sua crítica social indisfarçável.
Rua de Odemira 15, São Luis – Cultivamos Cultura
Paul Meyer
(1960)
35mm/HD, p&b, som, 85 min
O controverso Déjà s’envole la fleur maigre de Paul Meyer, indiscutivelmente um dos filmes mais poéticos e políticos jamais feitos sobre imigração e trabalho, ganhou a admiração dos neorrealistas italianos, incluindo Rossellini, Antonioni e De Sica, durante a sua estreia em 1960 no festival internacional de cinema de Porretta Terme. O filme cujo título é retirado de um verso do grande poeta siciliano Salvatore Quasimodo, é um retrato íntimo de uma comunidade de trabalhadores migrantes pobres do Sul da Itália e das suas famílias, na cinzenta e sombria região mineira belga de Borinage. Misturando o realismo e o carnavalesco, Meyer expõe o tratado italo-belga de 1946 – uma troca de mão de obra italiana barata por carvão belga – como uma exploração cínica dos mais vulneráveis e excluídos da sociedade. No entanto, mesmo nesta paisagem infernal, Meyer encontra beleza nos rostos e vozes resistentes dos seus actores não profissionais, não só dos sicilianos mas também dos refugiados de guerra gregos e jugoslavos.


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EN// CINEMA FULGOR is a cinema with mobile roots, a wanderer through the spatial constellations of Baixo Alentejo. Cinema-compost and cinema-seed, intend to participate in the construction of a living and autonomous rurality, to convoke and nurture diverse and disparate communities, proposing cinema as a communal and ecological experience.
Cultivamos Cultura opens the doors for another session of Cinema Fulgor, on May 17th, at 8:30pm, with the film:
DÉJÀ S’ENVOLE LA FLEUR MAIGRE
Paul Meyer
A controversial study of the Italian mining community in the Borinage region of Belgium, filmed in a neorealist style. Famous for his visual qualities, he is feared for his open social criticism.

Paul Meyer’s controversial Déjà s’envole la fleur maigre, arguably one of the most poetic and political films ever made about immigration and labor, won the admiration of Italian neorealists, including Rossellini, Antonioni and De Sica, during its 1960 festival premiere international cinema of Porretta Terme. The film, whose title is taken from a verse by the great Sicilian poet Salvatore Quasimodo, is an intimate portrait of a community of poor Southern Italian workers and their families, in the gray and gloomy Belgian mining region of Borinage. Blending realism and the carnivalesque, Meyer exposes the 1946 Italian-Belgian treaty – an exchange of cheap Italian labor for Belgian coal – as a cynical exploitation of society’s most vulnerable and excluded. Yet even in this hellish landscape, Meyer finds beauty in the resilient faces and voices of his non-professional actors, not only the Sicilians but also the Greek and Yugoslav war refugees.
Rua de Odemira 15, São Luis – Cultivamos Cultura
