Ecos Exhibition | FBAUL Gallery | February 9th to 25th

PT// Ecos é uma exposição que reúne diferentes linguagens artísticas que exploram um constante ressoar de narrativas, que remetem para um lugar comum – o espaço da Cultivamos Cultura, no território de São Luís, Odemira.

Em diferentes vagas e ocasiões, este conjunto de artistas desenvolveu formas distintas de escutar os rastos das histórias entranhadas neste lugar, que se repartem e repetem, à espera de se tornarem novamente percetíveis. Através do seu olhar próprio, estas camadas do lugar são reinterpretadas, numa relação de trocas com o que nos rodeia, dando origem a novos sussurros.

Ao remexer no baú imagético, são reveladas imagens a diferentes tempos, num aglomerado que concebe relevos e texturas embebidos em instabilidade. São repetidos gestos que remetem para uma estima e cuidado terno, que recolhe e preserva fragmentos do comum, para que mais tarde possam ser transcritos e traduzidos. As paisagens são sentidas através de diálogos internos – resultantes entre o tirar, o dar e o devolver, que norteiam o tecer de mantas de retalhos. As escalas são invertidas e as estruturas revisitadas de forma a se tornarem habitáveis, num processo que revela padrões ocultos, próprios da observação cíclica. E assim aproximamo-nos aos poucos uns dos outros, convidando outras formas de vida a conversar. Num ritmo constante em que se recebe para dar algo em troca, num diálogo que esmorece, mas não desaparece.

Obras de André Araújo & Nuno Sousa | Andreia D’Oliveira | Diana Mordido Aires | Eileen Ryan | Felipe Shibuya | Gabriela Punín Burneo | Julee Pinto | Marthin Rozo | Paula Bruna & Silvia Renda | Sally Santiago

EN// Ecos [Echoes] is an exhibition that brings together different artistic languages that explore a constant resonating of narratives, referring to a common place – the space of Cultivamos Cultura, in the territory of São Luís, Odemira.

In different occasions, this group of artists developed different ways to listen to the traces of stories embedded in this place. These threads are divided and repeated, waiting to become perceptible again. Through their own perspective, these artists reinterpret all these layers of the territory, through a relationship of exchange with our surroundings, leading to the creation of new whispers.

By digging through this collective imaginary, images are revealed at different times, in an agglomeration that conceives reliefs and textures soaked in instability. Gestures of esteem and tender care are repeated, collecting and preserving fragments of the mundane, to be possible, later on, to transcribe and translate them. The landscapes are felt through internal dialogues that guide the weaving of patchwork quilts – the result of taking, giving, and giving back. The scales are inverted and the structures are revisited in order to become inhabitable, in a process that reveals hidden patterns, proper of cyclic observation. And so, we gradually come closer to each other, inviting other life forms into a conversation. In a constant rhythm in which we receive to give something in return, in a dialogue that fades but does not disappear.

Artworks by André Araújo & Nuno Sousa | Andreia D’Oliveira | Diana Mordido Aires | Eileen Ryan | Felipe Shibuya | Gabriela Punín Burneo | Julee Pinto | Marthin Rozo | Paula Bruna & Silvia Renda | Sally Santiago

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