CINEMA FULGOR | April 16th | 6PM

O CINEMA FULGOR é um cinema com raízes móveis, itinerante pela constelação espacial do Baixo Alentejo. Cinema composto e semente, pretende participar na construção de uma ruralidade viva e autónoma, convocar e nutrir as diversas e dispersas comunidades, propondo o cinema enquanto experiência comunal e ecológica.

A Cultivamos Cultura abre espaço para mais uma sessão do Cinema Fulgor, no dia 16 de Abril, às 18hrs, com filmes de María Rojas e Andrés Jurado, do coletivo ‘La Vulcanizadora‘: ‘FU’, ‘EL RENACER DEL CARARE’, ‘ABRIR MONTE’ e ‘SIGUIENDO EL CORTE’.  

Rua de Odemira 15, São Luis  – Cultivamos Cultura

MEMÓRIAS DA RESISTÊNCIA RURAL

María Rojas e Andrés Jurado, membros do coletivo La Vulcanizadora, trazem-nos filmes que activam memórias da resistência rural na Colômbia. Herdeiros de um cinema militante, colectivamente ou em nome próprio, vão tecendo os seus filmes com a matéria que desenterram de arquivos históricos intencionalmente ocultados, revoluções de um só dia, assombramentos, canções e as múltiplas temporalidades de um território perturbado por um conflito duradouro.

SINOPSES

FU
María Rojas e Andrés Jurado
(2019) Colômbia
16mm transferido para HD, p&b/som, 9 min
Fu é o deus dos sonhos na cosmogonia Muisca, que era adorado na grande ilha da lagoa “Fúquene”, que significa “o leito do deus Fu”. Esta lagoa situa-se a 116 quilómetros de Bogotá e tende a desaparecer. Aqueles que aqui nasceram, rodeados pelo “junco” e pela “enea” (plantas que crescem na lagoa), dedicaram as suas vidas a tecê-las.

EL RENACER DEL CARARE
Andrés Jurado
(2020) Colômbia
16mm transferido para HD, p&b/cor/som, 21’01”
El Renacer del Carare é um guião de 19 páginas para um diaporama feito por volta de 1987 pela Associação dos Trabalhadores Rurais de Carare (ATCC) e pela CELA Productions. O seu objectivo fundamental era tornar-se um manifesto audiovisual sobre o projecto de vida desta associação. No entanto, o projecto parece ter ficado inacabado: não existem cópias dos diapositivos nem vestígios da cassete de áudio no arquivo conservado pela ATCC, e os seus associados pouco ou nada se recordam. Este filme retoma o guião técnico e dá-lhe vida através de um filme em 16mm, num gesto de recomposição e extensão deste processo de memória histórica.

ABRIR MONTE
María Rojas
(2021) Colômbia, Portugal
16mm transferido para HD, p&b/som, 25’47”
A 19 de Julho de 1929, numa povoação da Colômbia, um grupo de sapateiros lutou para melhorar as condições de vida e de trabalho no país. Chamavam-se a si próprios “Los Bolcheviques del Líbano Tolima”. A sua revolução durou apenas um dia, e os seus vestígios foram quase completamente apagados. As mulheres desta aldeia partilham com Aura, uma avó anarquista, o sentimento de que a sua rebelião ainda está em curso.

SIGUIENDO EL CORTE
María Rojas e Andrés Jurado
(em curso) Colômbia
16mm/HDV, p&b/som, 40′
Um homem no chão, moribundo e repleto de tiros, repete o seu próprio nome. No exterior do bar, um esquadrão de políciase de mercenários circunda a rua. Como diz a canção: “A guerra é como um rio onde não se consegue ter pé: é preciso avançar, tentando chegar a qualquer margem”. Trata-se de um documentário expandido que traz para o presente a memória dos guerrilheiros liberais das planíciescolombianase a sua deposição de armas em 1953, encenando com música ao vivo, materiais sonoros e cinematográficos, e histórias recolhidas por diferentes autores, sobretudo pelo sociólogo Alfredo Molano, no final dos anos 80, no seu livro “Siguiendo el corte, relatos de guerras y de tierras”.

EN//

CINEMA FULGOR is a cinema with mobile roots, a wanderer through the spatial constellations of Baixo Alentejo. Cinema-compost and cinema-seed, it intends to participate in the construction of a living and autonomous rurality, to convoke and nurture the diverse and disparate communities, proposing cinema as a communal and ecological experience.

Cultivamos Cultura opens space for another session of Cinema Fulgor, on 16th April, at 6pm, with films by María Rojas e Andrés Jurado, from the collective ‘La Vulcanizadora‘: ‘FU’, ‘EL RENACER DEL CARARE’, ‘ABRIR MONTE’ e ‘SIGUIENDO EL CORTE’.

Rua de Odemira 15, São Luis  – Cultivamos Cultura

MEMORIES OF RURAL RESISTANCE
María Rojas and Andrés Jurado, members of the collective La Vulcanizadora, bring us films that activate memories of rural resistance in Colombia. Heirs of a militant cinema, collectively or on their own behalf, they will weave their films with the material they unearth from intentionally hidden historical archives, one-day revolutions, hauntings, songs and the multiple temporalities of a territory troubled by a long-lasting conflict.

SYNOPSIS

FU
María Rojas and Andrés Jurado
(2019) Colombia
16mm transferred to HD, b&w/sound, 9 min
Fu is the god of dreams in the Muisca cosmogony, who was worshipped on the large island of the lagoon “Fúquene” which means “the bed of the god Fu”. This lagoon is located 116 kilometres from Bogotá and tends to disappear. Those who were born here, surrounded by “rusco” and “enea” (plants that grow in the lagoon), have dedicated their lives to weaving them.

THE CARARE RENACER
Andrés Jurado
(2020) Colombia
16mm transferred to HD, b&w/colour/sound, 21’01”
El Renacer del Carare is a 19-page script for a slideshow made around 1987 by the Associação dos Trabalhadores Rurais de Carare (ATCC) and CELA Productions. Its fundamental was to become an audiovisual manifesto about the association’s life project. However, the project seems to have remained unfinished: there are no copies of the slides or traces of the audio cassette in the archive kept by the ATCC, and its members have little or no recollection of it. This film takes up the technical script and brings it to life through a 16mm film, in a gesture of recomposition and extension of this process of historical memory.

OPEN MOUNTAIN
María Rojas
(2021) Colombia, Portugal
16mm transferred to HD, b&w/sound, 25’47”
On July 19, 1929, in a village in Colombia, a group of shoemakers fought to improve the living and working conditions in the country. They called themselves “Los Bolcheviques del Líbano Tolima.” Their revolution lasted only one day, and its traces have been almost completely erased. The women of this village share with Aura, an anarchist grandmother, the feeling that their rebellion is still going on.

SIGUIENDO EL CORTE
María Rojas and Andrés Jurado
(ongoing) Colombia
16mm/HDV, b&w/sound, 40′.
A man on the floor, dying and riddled with gunfire, repeats his own name. Outside the bar, a squad of police and mercenaries surround the street. As the song says: “War is like a War is like a river where you can’t stand: you have to move forward, trying to get to any bank”. This is an expanded documentary that brings to the present the memory of the liberal guerrilla fighters on Colombian plains and they are laying down of arms in 1953, staging it with live music, sound and cinematographic materials, and stories collected by different authors, above all the sociologist by sociologist Alfredo Molano in the late 1980s in his book “Siguiendo el corte, relatos de guerras y de tierras”.

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