Residency by Paula Bruna | August 1st to August 9th

PT// A planta cruel (Araujia sericifera) é considerada uma espécie invasora nas nossas latitudes. Originária da Argentina, espalhou-se pela Europa através da sua venda como planta decorativa. A história da planta cruel no Ocidente fala de desejo e rejeição, de possessão e rebelião, de culpa e castigo por não se submeter ao controlo humano. A sua história tem todos os ingredientes de um filme noir, onde a planta, assume o papel de femme fatale.
Partindo das sementes da planta cruel, e ao entrelaçar a história desta planta com as memórias pessoais da artista, a instalação move-se através da atração do perigo e desejo e por outro lado, a exuberante rebeldia e subjugação do que é objeto de desejo.

EN// The cruel plant (Araujia sericifera) is considered an invasive species in our latitudes. Originally from Argentina, it spread throughout Europe from its trade to decorating gardens. The story of the cruel plant in Europe speaks of desire and rejection, possession and rebellion, guilt and punishment for not submitting to human control. Its story has all the ingredients of a noir film, where the plant would play the role of femme fatale.
Starting from the seeds of the cruel plant, and intertwining the story of this plant with the artist’s memories, the installation goes through the attractiveness and danger of desire and, from the other point of view, through the exuberant rebellion and the submission of what is desired.

BIO

PT// Paula Bruna é licenciada em Belas Artes pela Universidade de Barcelona, licenciada em Ciências Ambientais pela Universidade Autónoma de Barcelona, e mestre em Ecologia pela Universidade Autónoma de Barcelona. Trabalhou como ambientalista (especializada em ecologia, políticas ambientais e sustentabilidade) e é atualmente candidata ao doutoramento em Estudos Avançados em Produções Artísticas na Universidade de Barcelona. O enquadramento da sua investigação artística remete para o estudo dos conflitos ecológicos sobre as sociedades contemporâneas. A partir de referências e conceitos de ecologia política e economia ecológica, Paula está interessada na luta entre um sistema socioeconómico baseado no crescimento contínuo e a natureza finita do ambiente. Nos últimos anos, tem participado em vários eventos e exposições, entre os quais se destacam: Notes on Landscape (Kunstraum Lakeside; Klagenfurt, Áustria), After the end of the world (CCCB; Barcelona, Espanha), Aplec Saó (Center d’Art i Natura; Farrera, Espanha) e Projector International Videoart Festival (Espacio Oculto; Madrid, Espanha). O seu trabalho foi selecionado em concursos como a bolsa Guasch Coranty para investigação artística, a bolsa La Escocesa para investigação artística e experimentação, e o XX Concurso Nacional de Artes Plásticas Universidade-Universidade de Sevilha.

Ivette Serral
Ambientalista e poetisa. Ela trabalha com o uso de imagens aéreas e sensoriamento remoto para o estudo da vegetação, ecossistemas e ocupação do território. Ivette analisa as mudanças e dinâmicas sobre a terra e se preocupa com os dados. Ela gosta de palavras, letras e sinais de pontuação. Ela escreve. Ela freqüentemente colabora com outros artistas.


Ana Lorente
Artista visual, trabalha em fotografia e pesquisa de arquivo sobre temas relacionados à transgressão e desobediência feminina, assim como criminalização e violência contra a mulher, a partir de uma perspectiva feminista. 

EN// Paula Bruna holds a degree in fine arts from the University of Barcelona, a degree in environmental sciences from the Autonomous University of Barcelona, and a master’s degree in ecology from the Autonomous University of Barcelona. She has worked as an environmentalist (specialized in ecology, environmental policies and sustainability) and she is currently a PhD candidate in Advanced Studies in Artistic Productions at the University of Barcelona. The framework of her artistic research is the study of the ecological conflicts on contemporary societies. Taking concepts from political ecology and ecological economy as a reference, Paula is interested in the struggle between a socioeconomic system based on continuous growth and the finite nature of the environment. In recent years she has participated in several events and exhibitions, among which highlights: Notes on Landscape (Kunstraum Lakeside; Klagenfurt, Austria), After the end of the world (CCCB; Barcelona, Spain), Aplec Saó (Center d’Art i Natura; Farrera, Spain) and Projector International Videoart Festival (Espacio Oculto; Madrid, Spain). Her work has been selected in competitions such as the Guasch Coranty grant for artistic research, La Escocesa grant for artistic research and experimentation, and the XX National Contest of Plastic Arts University of Seville.

Ivette Serral
Environmentalist and poet. She works on the use of aerial images and remote sensing for the study of vegetation, ecosystems and occupation on the territory. Ivette analyzes the changes and dynamics over land and cares about the data. She likes words, letters and punctuation marks. She writes. She often collaborates with other artists.

Ana Lorente
Visual artist, working in photography and archival research on themes related to female transgression and disobedience as well as criminalization and violence against women, from a feminist perspective. 

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