Residency by Christina Gruber | November 2020

 “Houston can you hear me?” desenvolve uma abordagem não-humana em relação à utilização da tecnologia para compreender melhor os nossos ambientes e envolvimentos com espécies companheiras através do campo da bioacústica: como é que as gravações sonoras em ambientes fluviais podem ajudar a transformar as práticas comuns do trabalho de campo que se baseiam na recolha constante de espécimes e na extração do seu habitat?

Como ecologista de água doce, Christina recolheu amostras de diferentes rios de todo o mundo durante anos, no entanto o método que utilizava consumia muita energia, de todas as espécies envolvidas, produzindo ruído, devido aos motores alimentados por combustíveis fósseis. Ela sentiu que a sua abordagem era muito intrusiva, por isso fez o seu primeiro hidrofone e começou a fazer gravações sonoras subaquáticas. Desde então, fez uma série de gravações e montou unidades de gravação estáveis ao longo dos rios, e também comunicou as suas descobertas e investigações à comunidade científica para introduzir o som como um novo sensor, poderoso para ser utilizado de várias formas, concentrando-se na potência transformadora que pode ter quando tocado num ambiente atípico.

Nesta residência, Christina Gruber quer desenvolver o seu método e trabalho artístico em Portugal, trabalhando ao longo dos rios e do mar, como também envolver as comunidades locais a fim de obter conhecimentos mais profundos sobre as condições específicas do local. Ouvir como um peixe significa ouvir com todo o corpo, usando-o para navegar no espaço e sentir o que o rodeia. “Houston can you hear me?” torna visível quão importante e crucial é o tema da poluição sonora e como se tem de desenvolver uma ecologia sónica para que possamos ressoar juntos neste planeta.

“Houston can you hear me?”  develops a non-human approach towards the use of technology to better understand our environments and entanglements with companion species through the field of bioacoustics: how sound recordings in riverine environments can help to transform common field sampling practices that are based on constant extraction of specimen and their extraction of their livelihoods?

As freshwater ecologist, Christina sampled different rivers around the world for years, yet the method took a lot of energy, from all species involved, produces noise, due to fossil fueled engines. She felt that her approach was very intrusive, so made her first hydrophone and started to make underwater sound recordings. Since then she did a serious of recordings and setup steady recording units along rivers, and also communicated her findings and research with the science community to introduce sound as a new sensor, powerful to be used in a multitude of ways, focusing on the transforming power it can have when played in an atypical setting.

In this residency Christina Gruber wants to further develop her method and artistic work in Portugal, working along rivers and the sea and specially to involve local communities to gain deeper insights into the site-specific conditions. To hear like a fish means to hear with your entire body, using it to navigate in space and feel your surroundings. “Houston can you hear me?” makes visible how important and crucial the topic of sound pollution is and how a sonic ecology has to be developed so we can resonate together on this planet.

BIO | Christina is an artist and freshwater ecologist based in Vienna. She holds a MFA in Site-Specific Art, from University of Applied Arts Vienna, and a MSc in Applied Limnology, from University of Natural Resources and Life Sciences Vienna and exchanged semesters at Yunnan University of Design Kunming & Instituto Superior de Agronomia de Lisboa in landscape architecture, University of Natural Resources and Life Sciences Vienna. She works at the intersection of art and science; her work deals with societal phenomena that shape our world. Gruber investigates the effects human activities have and had on the landscape and how they’ve shaped the Earth’s surface, specifically focusing on water. In the last years, water is of special interest to her as it is the element that all things on Earth, including humans, have in common. Water is the connector between stories of different places and layers, running through everything, from clouds to data centers.

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Christina Gruber é uma artista e ecologista de água doce sediada em Viena. Tem um Mestrado em Arte Específica, pela Universidade de Artes Aplicadas de Viena, e um Mestrado em Limnologia Aplicada, pela Universidade de Recursos Naturais e Ciências da Vida de Viena e fez intercâmbios na Universidade de Design Kunming & no Instituto Superior de Agronomia de Lisboa em arquitetura paisagística, pela Universidade de Recursos Naturais e Ciências da Vida de Viena.  Ela trabalha na intersecção da arte e da ciência; o seu trabalho trata de fenómenos sociais que moldam o nosso mundo. Gruber investiga os efeitos que as atividades humanas têm e tiveram na paisagem e como estas moldaram a superfície da Terra, concentrando-se especificamente na água. Nos últimos anos, a água tem um foco especial nos seus interesses de pesquisa, uma vez que é o elemento que todas as coisas na Terra, incluindo os seres humanos, têm em comum. A água é a ligação entre histórias de diferentes lugares e camadas, percorrendo tudo, desde as nuvens aos centros de dados.

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