FIVA CC – 25th – 31th of August

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The Festival

Co-creation. Art. Sustainability.

We are excited: FIVAcc is preparing for it’s first event. The festival will happen in the small Aletejano village of São Luís, celebrating culture in the countryside and a collaborative spirit. In other words: you make the festival with us.

We invited 4 international curators to create a unique evening program, where videoart becomes the fuel for community connection and artistic discussion away from urban centers.

Our daytime program is open and available for anyone to add their ideas and share their skills and knowledge so that we can harness the energy of the group and create connections and resources that last.

 

At the Festival, sustainability arises as a way to improve our relationships with eachother, with the earth, and with the typical logistics of organizing an artistic festival.

Among the planned actions are the construction of community compost, supporting local food vendors, and preparing to plant 300 trees to compensate for some of the inevitable greenhouse gas emissions of the festival.

// PT
O Festival
Cocriação. Arte. Sustentabilidade
Estamos animados: o FIVAcc prepara-se para a sua 1ª edição. O Festival, que acontece na pequena aldeia alentejana de São Luís, festeja a cultura no campo, e é uma proposta colaborativa, ou seja, tu fazes connosco.
Convidámos 4 curadores internacionais para a criação de uma programação única, na qual a videoarte torna-se o fio condutor para a convivência e discussão artística longe dos centros urbanos.
A nossa programação diurna é aberta e dependerá da participação de quem lá estiver. O objetivo é que aconteçam atividades e aprendizagens, feitas a partir de colaboração, partilha e mão na massa.
Neste Festival, a sustentabilidade surge na maneira como experienciamos as nossas relações, seja com o outro, com a terra ou com as nossas lógicas usuais de produção.
Entre as ações previstas estão a construção de uma composteira de uso coletivo, consumo de alimentos produzidos localmente, construção de casas de banho secas e o plantio de 300 árvores para regenerar resíduos e compensar a emissão de gases estufa.

PROGRAMA VIDEOARTE

Domingo: 25-Ago ||| Tributo à Grace Quintanilla + Apresentação dos Curadores

Segunda: 26-Ago ||| Estados internos e percepção subjetiva (curadoria de Daniele Grosso)

Terça: 27-Ago ||| Disappearance (curadoria de Patrik Thomas)

Quarta: 28-Ago ||| Espaço. Ponto Habitado (curadoria de Inês T. Alves)

Quinta: 29-Ago ||| Cinema na Aldeia

Sexta: 30-Ago ||| O mundo não desaparece ao fechar os olhos (curadoria de Ximena Cuevas)

Sabádo: 31-Ago ||| Noite de Encerramento

 

Dom 25-Ago ||| NOITE DE ABERTURA

Tributo à Grace Quintanilla

Duração total: 18 min.

LA TETA ES LA NETA

Grace Quintanilla | México | 2002 | 8’

“7 minutos do banho da mãe representam grande stress para o bebê.”

VIA LACTEA

Grace Quintanilla | México | 2005 | 2’5

“A Via Láctea é uma peça sobre a resignação como um ato de contemplação sem julgamento, sem a resistência agradável e destrutiva do Tango para dormir. Fiz este vídeo desde o lugar da maternidade assumido como um ciclo impresso na minha condição de mulher.”

BLANCA PALOMITA

Grace Quintanilla | México | 2009 | 3’5

“Peça de arte pública que é apresentada como uma projeção de vídeo com áudio na forma de um anúncio espetacular. Mostra o retrato da autora num estilo limpo e publicitário com a estética de uma foto de produto.”

MAMBO QUEEN

Grace Quintanilla | México | 1996 | 4’

“Auto-retrato em formato de videoclip que explora as fantasias da autora sobre glamour e feminilidade numa viagem lúdica pelas paisagens escocesas.”

Apresentação dos Curadores

Duração total: 37 min.

ONMKARA

Daniele Grosso | Itália | 2016 | 6’20

“144 tibetanos sacrificaram-se no Tibete e na China desde 27 de fevereiro de 2009. Os seus nomes são projetados no corpo de uma performer.”

WORKERS 4.0 – A VIDEO OPERA

Patrik Thomas (The Random Collective) | Alemanha | 2018 | 13’

“Refletindo sobre o mundo presente do trabalho e um futuro sem trabalho, criase uma distopia virtual, na qual o estado atual da sociedade é exacerbado: o que acontece quando o trabalho, como categoria social principal, desaparece? Como se manterá a sociedade unida? E quanto ao poder? E quem fará o trabalho que precisa ser feito? O que acontece com o corpo numa realidade virtual e anecessidade de trabalho reprodutivo? Ainda haverá arte e artistas?”

UMA POEIRA INFORME INVADE OS CONTINENTES

Inês Alves | Portugal | 2017 | 5’

“Construção abstracta feita a partir de reflexos da água, onde o discurso é secreto, as regras absurdas, as perspectivas enganosas…”

ANTES DE LA TELEVISIÓN

Ximena Cuevas | México | 1983 | 1’20

“O aspirador do pó torna-se o dispositivo da libertação feminista, ou o monstro que nos devora.”

DIABLO EN LA PIEL

Ximena Cuevas | México | 1998 | 5’

“As palmas das mãos de Lana Turner estavam cheias de cicatrizes; a técnica que ela usou para alcançar o melodrama foi apertar os punhos, cravando as unhas até começar a chorar. Dia após dia, as atrizes de novelas esfregam Vicks Vaporub nos olhos para chorar. O efeito destas lágrimas falsas são as lágrimas do público. Em Diabo na Pele vemos os truques da câmera, e mesmo assim a ação parece dramática.”

FANTASMAS DEL ADIÓS

Ximena Cuevas | México | 2019 | 5’

“Um poema melancólico para o meu pai que foi sequestrado pela sua mulher. Uma maneira de exorcizar a dor de não dizer adeus.”

ENSAYO DE UN CRIMEN

Ximena Cuevas | México | 2005 | 1’30

“Após o ataque das torres gêmeas, os norte-americanos trataram os estrangeiros como possíveis criminosos. Fiz esta Performance como uma homenagem ao filme “Ensayo de un crimen” de Luis Buñuel.”

 

Seg. 26-Ago ||| ESTADOS INTERNOS E PERCEPÇÃO SUBJECTIVA

Curadoria de Daniele Grosso (Itália)

Duração total: 41 min.

UPCYCLES

Ariana Gerstein | EUA | 2016 | 7’

“Começou com filmagens de super 8 no Museu da Ciência e Indústria em Chicago e planos em 16mm de El train e ao longo do lago Michigan. As imagens foram pensadas à medida que foram re-trabalhadas pela impressão óptica (um processo de re-filmagem do filme, um frame de cada vez) e processamento químico manual.”

ATTRACTION

Emily Scaife | Reino Unido | 2018 | 4’30

“Impulsos na vegetação. Erupção de fantasias fúngicas. Estouros botânicos… a poeira e os desejos de um pequeno universo alternativo. Imaginando as sensações de atração e prazer em insetos, e os métodos de sedução das plantas e fungos que acenam.”

STRANGE WONDERFUL

Stephanie Swart | EUA | 2013 | 4’20

“Um pequeno monstro sonha com o seu dia de escola.”

KŏN’VOI’

Claudia Hill & Stephane Leonard | Alemanha | 2017 | 9’23

“Um grupo de viajantes de origem desconhecida chega do nada a uma paisagem aberta. No decorrer de um dia, exploram e escaneiam o ambiente com as suas singulares antenas artesanais triangulares. Através da sua sensual decodificação de informações e coreografias hipnóticas de linguagem gestual, emerge a necessidade de cuidado por este planeta estranho e bonito…”

J. BALANCE

The Happy Drummers (Oleg Morozow, Arkady Kravchouk) |

Israel | 2015 | 1’47

“Um projeto de animação experimental inspirado num poema. Uma técnica pessoal que combina animação 3D e uma impressora antiga.”

GHOST TAPES

Maja Rezoug Milich | Croácia | 2015 | 5’38

“Composição baseada em fragmentos cotidianos, encontrados, musicalmente, em cassetes, gravações de campo, batidas e frequências de rádio; visualmente, em filmagens pessoais ocasionais de 8 e 16 mm. Uma tentativa crua de interpretar o fantasma cultural que envolve o campo e faz a diferença entre lugar e espaço.”

EXTRAPOLATE

Johan Rijpma | Holanda | 2017 | 2’

“Nesta animação desenhada à mão, uma linha é extrapolada a partir de uma grelha. Quando a linha ultrapassa os limites da grelha, o processo espalha-se e reflete-se nos arredores. Para além de cada limite, a extrapolação do movimento causa deformação de uma forma sistemática mas especulativa.”

FLAWS

Josh Shaffner | EUA | 2017 | 2’36

“Animação desenhada à mão feita a partir de uma série de 18 desenhos. Os pensamentos de um homem mostrados através de loops de desenho a lápis e palavras escritas que mudam de forma imprevisível no écran.“

L’OEIL DU CYCLONE

Masanobu Hiraoka | Japão | 2016 | 5’

“As formas mudam de forma fluida e contínua, modificando o corpo e o ambiente em que a rapariga, protagonista deste filme, vive. Tudo isto é “impossível”, é claro, mas não no mundo da percepção subjetiva.“

 

Ter. 27-Ago ||| DISAPPEARANCE

Curadoria de Patrik Thomas (Alemanha)

Duração total: 63 min.

UGLY FILM

Nikita Diakur | Alemanha | 2017/2018 | 12’

“Uma curta-metragem simulada e quebrada sobre bondade e coexistência. Um gato feio esforça-se para coexistir num mundo fragmentado e quebrado, eventualmente encontra uma alma gêmea num chefe místico. Inspirada na história da internet Ugly the Cat.”

MORTERATSCH: A colossus disappears

Mathias R. Zausinger | Alemanha | 2018 | 7’

“Paródia à volta das convenções e estética documental dos anos 80 e 90, para olhar para trás num momento em que a mudança climática era mais um horror prognosticado e especulativo do que uma realidade iminente.”

BEYOND BEACH

Clara Winter, Miguel Ferráez | México | 2017 | 14’

“No mês de janeiro, aproveitámos o acordo que a sociedade ocidental afirmava oferecer-nos: os recursos para escapar dela. Chegámos ao fim do mundo com equipamentos de filmagem e alugámos um hostel a cinquenta metros da praia. (…) Mas quando olhámos para as filmagens que registámos, tudo o que encontrámos foi um registo dos efeitos de uma doença lenta.(…)”

RADIO GHETTO

Ferrini Alessandra | Itália | 2016 | 15’

“Fundada em 2012, a Radio Ghetto, Voci Libere (Vozes Livres) é um projeto de “Comunicação participada”, uma rádio que visa dar voz aos habitantes do Gran Ghetto em Rignano, perto de Foggia (Puglia, Itália). O Ghetto é uma favela que abriga até 2500 migrantes, principalmente vindos da África Ocidental. (…)”

ALL THAT IS SOLID

Louis Henderson | França | 2014 | 15’40

“À medida que o progresso tecnológico avança no ocidente, enormes pilhas de computadores obsoletos são deitados fora. Enviados para a costa da África Ocidental, esses computadores acabam em terrenos baldios, como o Agbogbloshie no Acra, Gana. Na chegada, o lixo eletrónico é recuperado por jovens, que quebram e queimam as embalagens de plástico para extrair os metais preciosos contidos. (…) é um estranho sistema de reciclagem, uma espécie de mineração reversa neocolonial, em que o africano está à procura de recursos minerais nos materiais da Europa.”

 

Qua. 28-Ago ||| ESPAÇO. PONTO HABITADO

Curadoria de Inês T. Alves (Portugal)

Duração total: 61 min.

EMBRACE

Timo Wright | Finlândia | 2017 | 4’34

“Uma casa vazia, abandonada. Vai-se enchendo aos poucos de um fumo vermelho que abraça todo o edifício. Este filme é sobre a morte, sobre o que restará de nós. Somos apenas lembranças ou sussurros num espaço vazio?”

NOISEPRINT

Virgilio Oliveira | Portugal | 2017 | 3’

“Uma exploração sonora do espaço urbano. Um breve ensaio audiovisual focado nos sons produzidos por uma torre residencial no leste de Londres. Com uma variedade de microfones diferentes, é capturada a “voz” do edifício, os cliques e rosnados criados continuamente pelo funcionamento interno do prédio. As suas vibrações, fiação elétrica, tubos de escape, encanamento, etc, criam uma variedade de sons que permeiam os nossos habitats.”

CASA DE JANELAS

Daniele Grosso | Itália | 2017 | 3’42

“Uma estufa no meio do campo. Parece uma pequena casa mágica: feita da junção de velhas janelas, é uma manta de retalhos de formas e cores. Esta curtametragem mostra como a mudança de luz, música e edição nos podem levar para diferentes lugares ao nível da percepção e da emoção” Apreender e representar um espaço pressupõe um envolvimento intimo com as suas dimensões, o seu ambiente sensorial e a sua relação com o tempo. As nossas percepções subjectivas, os lugares de observação e os nossos movimentos definem emocionalmente o espaço. Ele é espelho de nós mesmos.

A consciencialização desse processo é o que, por vezes, nos motiva a jogar com as perspectivas e a entrar num exercício de metamorfose, não só do próprio espaço, mas também de nós e da nossa relação com ele, construindo, dessa conexão, um significado único.O Espaço pode ser físico, mental, intimo, colectivo, concreto, metafórico, simbólico, surreal,inconsciente, consciente, duradouro, efémero. Mas é sempre um ponto habitado: pelos corpos, pelas memórias, pelo tempo, pelo ruído, pelo silêncio, pela forma, pelas emoções, pelo cheiro, pela luz, pelas cores, pelos movimentos, pelas oscilações…

Ele é parte de nós e nós somos parte dele.

CLOSED CIRCUIT

Mattias Härenstam | Suécia/Noruega | 2011 | 3’09

“Uma tranquila rua residencial algures na Suécia. A câmera desce pela rua, até um grande buraco, é “engolida” por uma enorme boca mastigante e aparece novamente na mesma rua. Mas desta vez a rua é mais escura e o céu vermelho.

(…)”

CUES, NºII

Eunsol Seom | Coreia do Sul | 2019 | 13’

“Existem dias assim… Céu azul sem uma única nuvem, e cigarras que nunca param de cantar. Absorvo algum sol e sinto-me sonolenta. Deito-me num banco de bambu, tentando baixar a temperatura do meu corpo … depois caio num sono suave. Um dia absolutamente banal como este vem à memória de forma inesperada.”

DOURO – SINFONIA DE UM RIO

Virgilio Oliveira | Portugal | 2018 | 16’12

“Documentário sobre tempo e lugar; sobre o fluxo de água e presença humana através das margens do rio Douro. Desde as paisagens aparentemente sossegadas da nascente do Douro, até à cacofonia da presença humana, o filme segue o caminho do rio através de uma abordagem artística, onde o som e a imagem recebem igual importância, criando uma experiência sensorial que convida o espectador a mergulhar numa viagem contemplativa e repleta de significado.”

NETTLECOMBE

Sarah Dobai | Reino Unido | 2008 | 8’26

“Nettlecombe foi filmado num dia e é mostrado sequencialmente na mesma ordem em que foi filmado. À medida que a luz do dia se desvanece e a iluminação artificial do jardim se torna mais aparente, os efeitos do vento começam a parecer cada vez menos naturais.”

 

Sex. 30-Ago ||| O MUNDO NÃO DESAPARECE AO FECHAR OS OLHOS

Curadoria de Ximena Cuevas (México)

Duração total: 75 min.

Algumas semanas atrás perguntei a um grupo de adolescentes da Cidade do México porque temos essa necessidade, sem trégua, de capturar a vida. Uma delas respondeu sem hesitação:

– “Saber que existo”. Para saber que existo.

Comprovar a existência desde um mundo fictício onde somos uma representação que está longe de nós mesmos. Quando fechamos os nossos olhos, para além da nossa consciência, as câmeras ainda estão a observar, construindo uma realidade incerta onde se pode ouvir o eco dos pés que correm através de um labirinto de espelhos. Vivemos nos écrans de um país onde as

fronteiras entre a ilusão e a realidade se evaporaram. O título desta sessão tirei-o do trabalho de Antonio Arango, um trabalho perturbador que questiona o problema do real. As imagens fundem-se no seu próprio reflexo. Espelhos hipnóticos. Vivemos no Planeta Olhos. Vocês olham para mim, eles olham para mim, eu olho para vocês.

Olhos cegos, Olhos vivos, Olhos obrigados, Olhos soltos, Olhos vigilantes, Olhos vaidosos. Ricochetes de reflexões na imensidão. – “Pensei que dormia de olhos abertos”. Não há para onde fugir. É noite e uma faca, como a de Luis Buñuel, corta um olho para entrar no mundo dos sonhos por profundidades líquidas em “El Artificio” de Andrea Robles Jiménez. No universo onírico também capturamos o outro, ele permanece cativo no vidro dos olhos que o escolheu. Registamos para verificar a existência. Eu sou a partir do teu olhar. Eu sei que existo a partir do teu olhar. Eu serei os teus desejos e frustrações desde o écran do teu computador. Tu me olhas, me estudas, me segues, me ameaças, me perdoas. Eu nunca te vi. O mundo não desaparece ao fechar os olhos. Desde uma pequena janela escura do imenso mundo panóptico alguém vai na ponta dos pés para as nossas casas como em “Síntomas” de Dalia Huerta Cano. Não há para onde fugir. A nossa privacidade não nos pertence mais no Planeta Olhos. Qualquer um nos pode ver.

Registo-me logo existo. Mostro-me logo existo. O espectáculo do eu, o personagem inventado, o ideal, o eu criado pelo outro. Com uma App apago o meu tempo, a pele estica-se, engano o espelho, sou a imagem que queres ver de mim, construo-me para os teus olhos que cederam ao olhar. Mas sou feliz. O Eu que não se olha ao espelho, a sua imagem é anulada como se por desaparecer completamente poderia encontrar o seu rosto no invisível, então Alonso Yáñez desaparece em si mesmo. O mundo como o conhecíamos deixa de existir, a cidade de celuloide desmorona-se, Amaranta Sánchez estridentemente a destrói sem piedade. O mundo como o conhecíamos deixa de existir. Somos estrangeiros das nossas próprias vidas, seres disfarçados que colidem com a paisagem de umas “Vacación Permanente” (férias permanentes). Turistas de nossas próprias vidas. A verdade é mentira e a mentira é verdade. Os instantes das notas ao natural de María José Cuevas nos devolvem uma possível verdade, a da alma, que se escapa no tempo. Nostalgia do que foi perdido. Toda a tua história é uma ilusão. Tu não és real.

SEM TÍTULO

António Arango | México | 2016 | 7’17

“Diálogo ontológico entre dois écrans que se questionam sobre o seu sentido existencial enquanto entidades reais e fictícias no contexto cinematográfico, bem como a frágil fronteira entre uma e outra dimensão. O espectador não é considerado ante este dilema, já que, como projeção, não lhe é dirigido.”

EL ARTIFICIO

Andrea Robles Jiménez | México | 2017 | 3’50

“Baseado na história de Hoffman, The Sandman. O filme alude à angústia de ter um valioso órgão mutilado para fazer experiências que criam um híbrido entre a vida e o artifício. Isto faz parte do projeto Fantástico Encarnado, uma série de animações que exploram fenômenos cotidianos que se manifestam de maneiras inquietantes: memórias ocultas, desejos reprimidos e fantasias sombrias.”

TORNA

Amaranta Sánchez | México | 2018 | 5’

“México movido no terramoto de 19 de Setembro; a minha paisagem invertida, interpolada e traçada pela minha máquina que desenha paisagem.”

FACELIFT

Alonso Yáñez | México | 2018 | 4’

“A violência pode surgir do ato mais amoroso. Este vídeo performance explora o limites entre uma carícia e agressão. O título refere-se ao processo de Facelift, uma intervenção cirúrgica para alterar a aparência física. Pode a inconformidade com o seu próprio rosto ser um caminho para descobrir o amor próprio?”

SÍNTOMAS

Dalia Huerta Cano | México | 2019 | 21’28

“Durante dois anos uma cirurgiã envia obsessivamente mensagens para a examante do seu marido ao saber da sua infidelidade.”

VACACIONES PERMANENTES

Cráter Invertido | México | 2017 | 30’22

“O filme começa com o brutal assassinato de um zapatista encapuzado dentro de um elevador, produzindo um tremor capaz de reunir os seis personagens mascarádos numa conspiração. Conduzido por uma força misteriosa e pelos rumores de um último comunicado de revolta do povo Gwangju, as relações entre os personagens evocam a revolta através de um feitiço imaginário lançado com ações cotidianas dentro da cidade. É um filme sobre como os mortos nos invocam para re-imaginar a memória coletiva, apesar da crise generalizada e do desespero que assombra o tempestuoso presente partilhado.”

HEAL THE WORLD

María José Cuevas | México | 2009 | 05’50

“Mais de 50 mil mexicanos juntaram-se na esplanada do Monumento à Revolução após a morte de Michael Jackson. Longe das marchas de protesto que se viviam na Cidade do México, Heal the World é também a necessidade de sair para as ruas apenas para cantar e dançar em busca de distração, liberdade e esperança.”

 

 

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